
A santa negra que surgiu das águas. A devoção à Nossa Senhora Aparecida, tão popular no Brasil, revela os mistérios de um culto ancestral à mãe das águas, à força curativa dos rios e cachoeiras. Para nós da Umbanda, o poder das águas doces é regido por Mãe Oxum, senhora de Ijexá, orixá da fertilidade, da beleza germinada na vida e do amor. Oxum é orixá de origem iorubá, cujo culto está presente no Brasil nos terreiros de Umbanda e Candomblé. Nossa Senhora Aparecida é uma das faces de Maria, a mãe de Jesus, a face negra e que tantas vezes ampara os pobres e os desvalidos, por isso chamada de a santa dos pobres. Mas como elas se encontram nos rios da religiosidade brasileira? Oxum e Aparecida, no encontro das águas, são mães do amor e simbolizam um culto ancestral ao Sagrado Feminino. Ore ye yê ô Oxum! (Em memória da minha mãe Geni Helena, devota de Nossa Senhora Aparecida)