
A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam, graças à presença dessa substância em nossos cérebros. Na falta dela, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos da doença. A doença costuma se instalar de forma lenta, em geral em torno dos 60 anos, mas pode manifestar-se precocemente aos 30 ou 40 anos. Na verdade, ela começa anos antes dos sintomas motores aparecerem, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais difícil. Por isso é possível descobrir a doença quando o tremor e a lentidão aparecem. Principais sintomas: Os principais sintomas da doença de Parkinson são: Tremores em repouso — os primeiros tremores costumam afetar os membros do corpo, principalmente mãos e dedos, enquanto estão em repouso; Lentidão motora (bradicinesia); Rigidez entre as articulações do punho, cotovelo, ombro, coxa e tornozelo, os tremores de repouso notadamente nos membros superiores e geralmente predominantes em um lado do corpo quando comparado com o outro; Desequilíbrio; Estes são os chamados “sintomas motores” da doença, mas podem ocorrer também “sintomas não-motores” como diminuição do olfato, alterações intestinais e do sono. Sempre que um desses sintomas for observado, é importante procurar ajuda médica especializada para que o diagnóstico seja confirmado ou descartado o mais rapidamente possível, dando início ao tratamento, quando necessário. Tratamento Embora a doença de Parkinson não possa ser curada, os medicamentos podem melhorar significativamente seus sintomas. Ocasionalmente, o médico pode sugerir cirurgia para regular certas regiões do cérebro e melhorar os sintomas. Também são bem vindas sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, além de suportes psicológico e nutricional com a finalidade de reduzir o prejuízo funcional decorrente da doença. Por fim, a prática de atividades físicas, o cuidado e o acolhimento da família e a realização de atividades que tragam bem estar ao paciente também podem contribuir para a melhora em sua qualidade de vida. Siga @saudavel.uff para ficar por dentro das novidades e, caso tenha alguma dúvida, deixe a sua mensagem aqui ou em Fale Conosco. Participou deste episódio Natali Tardin (https://instagram.com/natalitardin), acadêmica de Farmácia da Universidade Federal Fluminense, sob supervisão do prof. Ranieri Camuzi (https://instagram.com/ranieri.camuzicamuzi.net).