
Com um estilo fluente, descontraído, distante dos padrões de linguagem do final do século XIX, Lima Barreto, na crônica “País Rico”, faz uma crítica ao governo, que não investe em saúde, educação, moradia e gasta dinheiro com futebol. Essa contradição de um governo que não tem verba para os hospitais, mas dispõe de dinheiro para enviar “latagões” para divertirem-se com “jogos de bola”parece a descrição dedias atuais. Cá estamos, no país rico, no país do futuro, diante da falta de investimento público em setores fundamentais e do gasto excessivo em setores que menos importantes.