
A escola é a chave de tudo, é o início de tudo e muitas vezes é, infelizmente, o lugar onde se ensina a perpetuação da estrutura social. A palavra tem força, tem força de mudança, mas também de continuação de um ciclo de exclusão social. A ideia de um falar certo ou errado, de forma culta ou vulgar, nos tem sido imposta e tem possibilitado a detenção do poder e conhecimento nas mãos de poucos com características bem determinadas e conhecidas. Afinal, a escola é onde se ensina o que se chama de norma "culta" e a escola não se fornece para todos, a educação de qualidade é seletiva e para poucos. Contudo, se culto é quem detém cultura, como pode a língua da rua não ser culta? Como pode a fala pluralista não ser a mais culta de todas? Se a escola hoje perpetua um sistema, amanhã ela pode e deve ser chave de subversão, é a escola que tem o poder de ensinar desde sempre a beleza e importância da pluralidade linguística.