
A asma em pessoas idosas é o tema do Curioso por Ciência desta semana. Eduardo Nazaré traz resultados de pesquisa que avaliou se a doença se comporta da mesma forma em quem já tem asma há muito tempo e em quem desenvolveu a doença só depois dos 40 anos. Asma é uma doença que dificulta a passagem do ar pelos pulmões e embora ela seja mais conhecida por começar na infância, cada vez mais idosos têm recebido esse diagnóstico. O estudo comparou dois grupos de idosos: o primeiro tinha asma desde jovem, antes dos 40 anos; já o segundo desenvolveu a doença depois dos 40. Eles fizeram vários testes, como exame de sopro para medir a capacidade dos pulmões, testes de alergia na pele, e avaliações para saber se estavam tomando os remédios do jeito certo. Os resultados mostraram que, no geral, os dois grupos conseguiam manter a doença sob controle. Mas havia diferenças importantes, como quem tinha asma há mais tempo, tinha mais alergias e apresentava pulmões mais comprometidos, ou seja, o ar tinha mais dificuldade para passar. Já o grupo que desenvolveu asma depois dos 40 anos, tinha mais células de defesa específicas no sangue. Outro ponto preocupante foi que, em ambos os grupos, muitos idosos estavam usando os aparelhos de inalação de forma errada e também não estavam seguindo corretamente o tratamento indicado. Além disso, um dos idosos apresentou sinais de perda de memória e atenção, o que também pode atrapalhar no cuidado com a doença. Segundo Eduardo, a principal conclusão é que a asma em idosos pode se comportar de maneiras diferentes dependendo do histórico de saúde da pessoa. Por isso, é fundamental que o tratamento seja individualizado, respeitando as particularidades de cada paciente. Este trabalho fez parte da tese de doutorado de Leandro de Resende Yamamoto, orientado pelo professor Marcelo Bezerra de Menezes, no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, defendida em 2022. Curioso por Ciência é uma coprodução entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, startup Dr. Fisiologia e Rádio USP Ribeirão Preto e São Paulo. Vai ao ar toda segunda-feira, no Jornal da USP no Ar na Rádio USP em São Paulo, 93,7 MHz, a partir das 7h30, e no Jornal da USP no Ar - Edição Regional na Rádio USP Ribeirão Preto, 107,9 MHz, a partir das 12h. estará disponível na home de Ribeirão Preto do Jornal da USP, basta navegar em ribeirao.usp.br.