
É o homem de quem se fala no país. Foi escolhido pelo primeiro-ministro António Costa para delinear a Visão Estratégica e o Plano de Recuperação Económica de Portugal para a próxima década, tão necessária no meio desta pandemia global. Nos últimos meses, a sua vida foi isto, de manhã à noite. Ficou conhecido como para-ministro. Pragmático, reservado e inteligente, não se lhe conhecem, porém, simpatias partidárias. Aliás, já fez várias críticas a este governo. Teme que a crise que vivemos possa vir a ser uma das piores que o país já enfrentou na sua história. Nasceu em Angola há 68 anos, licenciou-se em engenharia de Minas, no Técnico, mas depois fez doutoramentos e tornou-se num dos maiores especialistas de petróleo. Já dirigiu projetos de prospeção e exploração em vários países, nomeadamente no Irão, onde chegou a viver durante dois anos. Mas foi ainda em Luanda, nos tempos da universidade, início dos anos 70, que se envolveu na luta política e acabou por ser preso. Durante três anos. Foi torturado. O gestor e professor universitário é, atualmente, presidente da Partex, a petrolífera que era da Fundação Calouste Gulbenkian e que foi vendida, no final do ano passado, a um grupo tailandês. E depois, há a literatura e a sua poesia, que escreve a quatro mãos com o amigo dos tempos de Luanda o jornalista Nicolau Santos. António Costa Silva. De Propósito.