
Qual é a dose terapêutica necessária para que um tratamento em dependência química funcione — sem cair na subdose que não contém o problema, nem na superdose que pode gerar efeitos iatrogênicos? Neste episódio, partimos de um paralelo com o tratamento do autismo — que muitas vezes exige intervenções intensivas e multiprofissionais — para refletir sobre algo que aparece diariamente na clínica: quanto tratamento é suficiente para quadros crônicos e graves como a dependência química. Falamos sobre: A relação entre gravidade do quadro e intensidade do tratamento Por que uma ou duas sessões semanais muitas vezes não são suficientes A importância da composição de recursos terapêuticos (terapia individual, familiar, grupos de mútua ajuda, psiquiatria, internamento, pós-internamento) Como avaliar se o tratamento está funcionando ao longo do tempo Os riscos da subdose (tratamento insuficiente) e da superdose (intervenções excessivas ou mal indicadas) Quando e como construir um internamento, evitando decisões violentas ou precipitadas Um episódio para pais, familiares e profissionais que buscam critérios clínicos, bom senso e profundidade na tomada de decisão sobre tratamento — indo além de soluções simplistas ou extremas.