
O setor cultural vem sentindo, no atual governo, o efeito da desestruturação de suas políticas públicas, o que se reflete em cortes de verbas e falta de investimentos em manutenção e conservação de acervos. Pelo menos duas grandes instituições, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, enfrentaram incêndios recentemente e as perdas são irreparáveis. Para nos ajudar a entender o papel da arquitetura neste cenário, conversamos com Carlos Alberto Maciel, um dos sócios no escritório mineiro Arquitetos Associados. Eles assinam diversos pavilhões no Instituto Inhotim, em Brumadinho; o Museu do Pontal, recém-inaugurado no Rio de Janeiro; e desenvolveram também o projeto da Pina Contemporânea, ainda em obras em São Paulo.