
Quem convive de perto com crianças pode perceber o quanto se manifestam em sexualidade desde que nascem. Tendem naturalmente a expressar prazer com a mesma naturalidade em que expressam qualquer outra sensação. Geralmente as crianças têm forte conexão com o Corpo e a sensorialidade. Na primeira infância, entre os 0 e os 3 anos principalmente, há um grande interesse pelas experiências e tudo tem caráter de novidade. No entanto, à medida que a Criança vai se desenvolvendo e crescendo, pode acabar sendo reprimida não apenas pelas atitudes restritivas de adultes em direção à ela, mas por seu próprio aprendizado diante da ação retraída das pessoas com quem convive. Fingirmos que a sexualidade é algo inerente ao ser adulte; assim como proibir que as crianças se toquem ou sintam tesão, não impede que sintam sensações curiosas, que em sua inocência, abrem espaço para o contato, que pode ativar a atração e desejo inclusive em pessoas adultas. Você sabia que grande parte dos adultos de hoje, passaram por experiências sexuais na infância e carregam marcas disso até hoje?? Estamos num momento de descontinuar, e é a primeira vez que nós enquanto adultos estamos nos propondo a romper com esse ciclo, em que as crianças abusadas de ontem se tornam os adultos abusivos de hoje... Mas isso apesar de óbvio não é simples, pois se trata de um adoecimento cultural que está para além do indivíduo, porém é curando a criança ferida em cada um de nós que geramos uma nova possibilidade para nós e para o todo. Se você se interessa por esse assunto, me proponho a expandir para além dos tabus através deste interessante podcast... E se sentir que é a hora para efetivar essa potente cura, segue para o próximo episódio e vamos nessa!