
A herança invisível que trazemos dos nossos pais Existe um momento da vida em que quase todo mundo faz uma promessa: "Eu nunca vou ser igual ao meu pai." Ou: "Eu nunca vou agir como a minha mãe." E, sem perceber, anos depois, lá estamos nós repetindo exatamente aquilo que mais criticávamos. Por quê? Porque o cérebro aprende muito mais observando do que ouvindo. Na neurociência, isso é explicado pela forma como nosso cérebro registra experiências e cria modelos de comportamento desde a infância. Muitas dessas respostas ficam automáticas. Elas aparecem justamente quando estamos cansados, com medo ou vivendo conflitos. É por isso que mudar nem sempre é apenas uma questão de vontade. O filme “Como Nossos Pais”, que está na Netflix, fala exatamente sobre isso. E talvez seja esse o motivo de ele incomodar tanto. Não porque mostra famílias perfeitas ou imperfeitas. Mas porque, em algum momento, ele mostra a nossa própria história. Se durante o filme você sentir desconforto, não desligue. Talvez esse incômodo seja um convite para olhar com mais carinho para partes suas que ainda precisam de compreensão. Às vezes, a transformação começa quando deixamos de perguntar: "Por que meus pais fizeram isso?" E começamos a perguntar: "O que eu ainda estou repetindo sem perceber?" Depois que assistir, volta aqui e me conta: Qual cena mais fez você pensar na sua própria história? E se conhece alguém que vive dizendo "eu nunca vou ser igual aos meus pais", compartilhe este post. Talvez esse filme seja o começo de uma conversa que essa pessoa precisava ter. Com carinho, DONA ANA 💕🌿 Ana Paula da Rocha Lima Psicóloga, CRP-08/15011 #Relacionamento #CorpoDeDor #ApegoAnsioso #Limerência #ApegoEvitativo