
Proteger criança não deveria ser debate. Deveria ser princípio. Hoje eu senti alívio com a notícia de que o Desembargador do TJ-MG recuo e condenou o homem que abusou da menina de 12 anos. Mas depois eu pensei: por que a gente precisa comemorar o que deveria ser óbvio? Uma menina de 12 anos é uma criança. Ela pode ser alta. Pode aparentar ser madura. Mas o córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pela tomada de decisões, ainda está em formação. A parte que decide com maturidade ainda está amadurecendo, e esse amadurecimento só termina por volta dos 25 anos. A neurociência é clara. Criança busca aprovação. Confia no adulto. Não tem estrutura emocional para relações desiguais. A lei brasileira reconhece isso. Protege o desenvolvimento físico e psicológico da criança e do adolescente. Isso não é moralismo. É proteção da infância e da adolescência. Eu sou mãe. Minha filha já é mais alta que eu. Mas ainda se senta à mesa como minha menininha. O corpo pode crescer rápido, mas a psique não. A psicologia não fecha os olhos para esse tipo de situação. Ela defende ambientes seguros para que crianças possam crescer saudáveis. Quando a sociedade se posiciona, ela ensina limites. E limite protege. Esse assunto é sensível. Mas silenciar nunca foi cuidado. Se você acredita que criança precisa de proteção integral, comente com respeito. Compartilhe com responsabilidade. Cuidar da infância é dever do adulto. Com carinho, DONA ANA 💕🌿 Ana Paula da Rocha Lima Psicóloga, CRP-08/15011 #Relacionamento #CorpoDeDor #ApegoAnsioso #Limerência #ApegoEvitativo