Tem que ser ligeiro pra ser Juca Bala Muito Juca Bala quer ser ligeirinho Tem quem vende bala pra fazer dinheiro Ganhar grana fácil não é o melhor caminho Dois moleques, uma vida inteira pela frente quem diria que um deles se tornaria um delinquente perigoso, do morro mais cabuloso realizou seu sonho, se tornou um criminoso Juca Bala não se abala, com ele não tem perdão se apunhala vai pra vala sem direito a comoção não Favela do Formiga, respeita o das antigas e se o polícia investiga, tem propina na farda com ele não rola intriga, se pega ele castiga há quem diga que ele mata com tiros de espingarda mas seu irmão trilhou outro caminho considerado na favela, vulgo Ligeirinho moleque sonhador, gente boa trabalhador, não fica atoa adianta o lado dos parceiros porque sabe que Deus sempre abençoa Tem que ser ligeiro pra ser Juca Bala Muito Juca Bala quer ser ligeirinho Tem quem vende bala pra fazer dinheiro Ganhar grana fácil não é o melhor caminho Em Santo Antônio da Jacutinga o que respinga da vida é somente miséria e sobra de lamento de bar em bar, de pinga em pinga o povo se vinga e ameniza o sofrimento Filho de trabalhador rural sonha mas que sonho é esse que se conquista Juca Bala tinha o sonho de ser traficante pro seu irmão bastava ser radialista são duas mães, mas o mesmo pai dois filhos criados na mesma realidade a gente nunca sabe se o futuro trai enquanto um só faz o bem, o outro só tem maldade aqui se faz aqui se paga e Juca Bala pagou foi traído pelo Rato, seu parceiro no crime nunca subestime um sonhador Ligeirinho acreditou, não há nada que o desanime Tem que ser ligeiro pra ser Juca Bala Muito Juca Bala quer ser ligeirinho Tem quem vende bala pra fazer dinheiro Ganhar grana fácil não é o melhor caminho