
"Mas agora que chegou a minha vez, você vem me dizer que acabou a festa?" Existe um desejo de que essa condição de consumo da vida se estenda por tempo indeterminado, sem que a máquina de fazer coisas precise ser desligada. Nós sabemos que precisamos renunciar as coisas que estão estragando nossa vida no planeta, o problema é que as pessoas querem renunciar a elas por outras coisas mais novas e bonitas" Nesse trecho, o filósofo e líder indígena Ailton Krenak toca em um ponto essencial do que esse episódio traz como reflexão: saúde mental (e sentido de vida) não é item de consumo. E muito menos, tem a ver com o que é bonito, palatável, adaptável. Endossar a ideia de um ser humano de "alta performance", produtivo economicamente, que não pára, não desiste até alcançar a meta é contribuir para a formação de sujeitos entorpecidos, obedientes, exaustos e impossibilitados de pensar criticamente essa realidade. A gente tem medo do incomodo, pois ele pode prejudicar a nossa performance. A gente cala e oculta as discordâncias, pois elas nos fazem diferentes. E segue se quebrando para ser ...igual a todo mundo. E sabe o que é mais estranho? A gente achar que isso é normal. Apresentação: Carolina Maia Instagram: @teia.elementar Edição e Publicação: Nicolle Vieira | @nickvrr Carolina Maia - Psicóloga Terapeuta do Ser Gestalt terapeuta 🌱 Psicoterapia 🌱Círculos terapêuticos