
Um dos fenômenos que sempre me chamaram a atenção em organizações de saúde é a forte cultura da urgência, representada pelos dizeres: isso é urgente, decisão cirúrgica, o paciente não pode esperar, entre outros... A cultura assistencial da urgência que se justifica nos momentos onde o cuidado é urgente (e de fato não pode esperar) legitima um autoritaritarismo sutil, muitas vezes encoberto pelo mantra do "melhor cuidado para o paciente", mas que, diante da tensão já presente em uma situação de vida ou morte, pode extrapolar facilmente para a violência, que aqui uso de forma provocativa para referir a qualquer representação de algum comportamento disruptivo. Ainda que nada justifique qualquer comportamento disruptivo, a urgência assistencial exige sim decisão rápida, cirúrgica e uma ação diretiva. Mas o problema está quando esse "modus operandi" contamina toda a instituição e vira padrão para decisões de gestão, que exigem uma leitura ampliada de contexto, espaços de participação para busca de soluções e principalmente para o engajamento delas com o plano de ação. Cuidado, não deixe a cultura do heroísmo da assistência contaminar a sua atuação como líder! Para saber mais sobre Fábio Patrus, acesse https://br.linkedin.com/in/fabio-patrus