
É nesse ponto que gostaria de ressaltar duas questões. Primeiro, as causas do “Apocalipse” – não o da narrativa cristã – Mas o de Hollywood cooperam para impregnar na narrativa comum que o fim do mundo vem por causas naturais. Esquecem porém essa narrativas que não são privilégio de Hollywood que o fim do mundo já chegou pra algumas pessoas. Converse com sobreviventes dessas tragédias e me diga se para parte delas o mundo já não acabou? Segundo ponto, a esquerda precisa entender o papel que lideranças religiosas – evangélicas, católicas e demais – tem nesses espaços em lugar de taxar tais segmentos de alienados. São essas lideranças, sobretudo em periferias, que socorrem as comunidades não apenas agora mas também no cotidiano com ações proselitistas sim, mas ações ainda que recuperam jovens das drogas e até mesmo encaminhando para universidades. Não, não é a universidade que tá la diariamente. Antes que digam que esse discurso é conservador apenas quero lembrar que a própria ideia de universalismo que funda o ideal de sociedade igualitária é de base dessas variantes de interpretação da cosmologia que funda também essas comunidades. Nosso povo passa fome. Sofre. Luta e é perfeitamente compreensível que busque refugio na sua fé posto que nem a direita no Brasil entende ainda que a manipule e nem a esquerda ainda conseguiu fazer uma leitura adequada.