
Claude Monet não se limitou a pintar um jardim. Criou-o, cuidou dele e regressou a ele vezes sem conta, procurando captar aquilo que nunca permanecia igual: a luz, a água, os reflexos, o passar do tempo. Neste episódio, falámos de Monet, do impressionismo e da forma como um mesmo lugar pode conter infinitas paisagens, quando o olhar muda. Falámos também de Giverny, dos nenúfares, da repetição como forma de descoberta e dessa ideia tão simples quanto difícil: aprender verdadeiramente a ver. Terminámos com Fernando Pessoa, através de duas vozes diferentes — Álvaro de Campos e Bernardo Soares — e duas maneiras de pensar a viagem: partir para sentir o mundo, ou descobrir que também se pode viajar sem sair do lugar.