
Quando delator vira oráculo, áudio vira sentença e manchete vira pena perpétua, o resultado não é justiça: é entretenimento com cadáver reputacional em horário nobre. De uns tempos pra cá, ligar a TV ou abrir portal de notícias virou experiência paranormal: qualquer assunto, de inflação a previsão do tempo, acaba caindo no delegado Fábio Caipira.Chove em São Paulo?Manchete: “Entenda a ligação com o delegado do DEIC citado em delações.”Faltou luz?Manchete: “Áudio exclusivo revela bastidores da corrupção na Polícia Civil”. O homem – desde o Camaro que não era amarelo, mas despertava atenção – virou rodapé Mais ajuda...