
Aos vinte anos, quando nasci em Gotham City , joguei um livro de Krishnamurti no chão. Ele tinha acabado de me dizer: “Não acredite em nada que alguém lhe diz, eu inclusive.” Pensei: “Pra que continuar lendo então?” Junto a “bíblia” … O repositório da escravidão intelectual … O reservatório de todos que nos escravizam! Quarenta e cinco anos depois, entendo que aquele gesto — metade rebeldia, metade sacação filosófica — foi mais “krishnamurtiano” do que terminar o livro reverentemente numa estante de autoajuda. Naquela época virei macrobiótico, bebia chá verde – melhor seria fumar Mais ajuda...