
Talvez uma das maiores dificuldades da nossa geração seja lidar com aquilo que parece contraditório: como amar sem relativizar a verdade? Em João 8, encontramos uma mulher exposta, acusada e cercada por pessoas que já haviam decidido o seu destino. Mas Jesus não participa daquela lógica de humilhação. Ele também não ignora o pecado. Ele oferece graça e, ao mesmo tempo, chama aquela mulher para uma nova maneira de viver. Jesus não escolhe entre amor e verdade. Ele revela a verdade através do amor e oferece o amor que conduz à transformação. Essa é uma dimensão importante de uma igreja que continua sendo reformada pela Palavra: ela precisa ser uma comunidade onde a verdade continua sendo anunciada e a graça continua sendo experimentada. A Reforma nos lembra que a salvação é pela graça. Jesus nos mostra que a graça não nos deixa como estamos.