
Quando olhamos para a história da Reforma Protestante, percebemos que ela não ficou restrita às salas de estudo, aos debates teológicos ou às universidades. A redescoberta do evangelho produziu movimento. A Palavra alcançou pessoas, comunidades foram transformadas e a igreja voltou a perceber que sua existência está diretamente ligada à missão de Deus. Mas a Reforma também nos ajuda a lembrar de algo fundamental: a igreja não existe para si mesma. Uma igreja continuamente reformada pela Palavra é uma igreja que olha para além de suas próprias paredes. Em Atos 1.8, Jesus está diante dos discípulos e apresenta o horizonte da missão: Jerusalém, Judeia, Samaria e os confins da terra. O movimento começa perto, mas não termina perto. Começa com aquilo que está ao alcance dos olhos, mas se estende até onde os discípulos jamais poderiam imaginar. O mesmo Espírito que nos capacita a testemunhar perto de casa nos impulsiona a olhar para longe. A missão é local e global porque o evangelho é para todas as pessoas.