
Jovens que não negociam os seus princípios Nossa identidade foi definida por Deus em Cristo. Ele nos recebe como filhos, mas devemos nos apresentar diante dele como servos. Por isso, não precisamos fingir aquilo que estamos vivendo: podemos abrir o coração ao Senhor e permitir que Sua Palavra lave a poeira dos nossos pés.¹ Daniel, Ananias, Misael e Azarias foram levados para a Babilônia em um processo que buscava não apenas dominar suas circunstâncias, mas também alterar sua cultura, seus princípios e sua identidade. Nabucodonosor mudou seus nomes e, depois, exigiu que todos se prostrassem diante da estátua. A pressão continua sendo semelhante: o mundo deseja nossas habilidades, mas também quer que esqueçamos quem somos e negociemos aquilo que Deus tornou inegociável.² A convicção nasce da identidade. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não precisaram provar exaustivamente que estavam certos; simplesmente permaneceram firmes. Mesmo diante da fornalha, recusaram-se a se dobrar. Quem decide viver piedosamente em Cristo enfrentará oposição, mas não estará sozinho.³ Esses jovens não chegaram à Babilônia firmes por acaso. Foram formados em um tempo de restauração no reinado de Josias. Quatro coisas precisam também ser restauradas em nós para vivermos na Babilônia sem pertencermos a ela. Primeiro, o ministério profético: reconhecer e amar a Palavra que Deus confiou aos que vieram antes de nós, sem viver correndo atrás do novo apenas por ser novo. Segundo, a Palavra de Deus: não apenas ouvi-la ou repeti-la, mas permitir que entre em nós, transforme sentimentos, pensamentos e escolhas e nos torne cartas vivas.⁴ Terceiro, a presença de Deus: nunca tratá-la como algo comum. Estar diante do Rei dos reis é um privilégio que deve manter nosso coração maravilhado e nossa identidade viva. Quarto, a Páscoa, que aponta para a restauração do pertencimento e da consciência de corpo. Não somos apenas vários indivíduos reunidos; em Cristo pertencemos uns aos outros.⁵ Quanto mais conhecemos nossa identidade em Cristo, menos precisamos fingir. Podemos reconhecer diante de Deus nossas lutas, pecados, feridas, medos e até aquilo que ainda não amamos como deveríamos. Jesus é Pastor e Bispo da nossa alma e pode tocar também nossos sentimentos. O Senhor quer formar em nós um povo sincero, convicto, pertencente ao corpo e incapaz de negociar os Seus princípios. Perguntas para reflexão: O que é inegociável para mim? Quem ou o que tem tentado mudar o meu “nome”, fazendo-me esquecer quem sou em Cristo? Como meus joelhos têm reagido quando a cultura ao meu redor exige que eu me dobre? Amo a Palavra que Deus confiou aos que vieram antes de mim ou vivo buscando sempre algo novo? Eu amo a Bíblia e permito que ela transforme minha vida? Tenho tratado a presença de Deus como algo comum? O que tenho gastado força tentando fingir? Eu realmente pertenço aos meus irmãos e ao corpo de Cristo? ¹ Jo 13:10; 15:5. ² Dn 1:3-8; 3:1-12. ³ Dn 3:13-27; 2Tm 3:12. ⁴ 2Rs 22:8-13; 23:1-3; Jo 1:14; 2Co 3:2-3. ⁵ 2Rs 23:21-23; 1Co 12:12-27.