
Quem é você? Nossa identidade não é definida por profissão, função, aparência, temperamento, passado, traumas ou sentimentos. Em Cristo, sabemos quem somos: pecadores salvos pela graça, filhos de Deus. Identidade não se cria nem se conquista; é recebida. Por isso, nossa oração é que Deus ilumine os olhos do nosso coração para enxergarmos aquilo que Ele já nos deu em Cristo.¹ Vivemos em constante luta entre excessos e carências porque não fomos feitos para encontrar nossa definição neste mundo. O perigo está em permitir que nossas experiências, imaginação, traumas e a cultura formem conceitos que passam a dirigir nosso comportamento. Um conceito equivocado produz frustração. Para corrigir nossos conceitos, precisamos de uma referência verdadeira: aquilo que Deus pensa.² Arrependimento é concordar com Deus. Não significa necessariamente gostar de imediato do que Ele diz, mas reconhecer que os Seus pensamentos são mais altos que os nossos e mudar de direção. Precisamos perguntar: o que penso sobre beleza, riqueza, segurança, saúde, sucesso e descanso é realmente o que Deus pensa? Quando nossos conceitos entram em conflito com os de Deus, somos chamados a abandonar os nossos e concordar com Ele.³ O mundo procura nos conformar aos seus padrões, inclusive por aquilo que vemos e consumimos. Aos poucos, podemos absorver conceitos sem perceber e construir nossa vida sobre eles. Deus, porém, se importa com nosso estilo de vida. Nem tudo que precisa mudar é necessariamente pecado; há escolhas, ritmos e hábitos que precisam ser ajustados para que vivamos de acordo com a identidade que recebemos dele.⁴ Também precisamos restaurar nosso relacionamento com os mandamentos. Eles não foram dados para conquistarmos uma identidade, mas para expressarmos quem já somos como povo de Deus. O mandamento revela características do próprio Deus e, ao obedecê-lo pela graça, nossa vida se aproxima da expressão da identidade que Ele nos deu. A graça não nos libera para pecar; ela nos capacita a obedecer.⁵ Por isso, não basta ouvir. Precisamos praticar. A Palavra recebida deve se tornar vida, obediência e serviço. Não estamos reunidos apenas para assistir, mas para ministrar uns aos outros, acolher pessoas no coração e cooperar com aquilo que o Espírito Santo está fazendo na igreja. Deus quer formar uma geração firme em sua identidade, que sabe quem é, concorda com Ele e coloca Sua Palavra em prática. Perguntas para reflexão: Quem sou eu, quando retiro minhas funções, conquistas, emoções e experiências? Quais conceitos em mim foram formados pelo mundo, pela imaginação ou por traumas? O que penso sobre beleza, riqueza, segurança, saúde, sucesso e descanso é o que Deus pensa? Em que área preciso parar de defender meu pensamento e concordar com Deus? Meu estilo de vida expressa a identidade que recebi em Cristo? Vejo os mandamentos como um peso ou como expressão de quem Deus é e de quem sou nele? O que Deus já me falou que preciso colocar em prática? Tenho acolhido e ministrado aos meus irmãos como alguém que realmente pertence ao corpo? ¹ Ef 1:18; Rm 8:15-17. ² Is 55:6-9; Rm 12:2. ³ Is 55:7-9; 1Co 1:18-21. ⁴ Rm 12:1-2; Pv 13:12. ⁵ Êx 20:1-17; 1Pe 1:15-16; Jo 13:34-35; Tt 2:11-12.