
16ª pregação catequética em uma série de sermões na Confissão Belga. Sermão expondo o artigo 14 da Confissão Belga. Sermão pregado pelo pastor Elienai Batista no culto vespertino do dia 14 de junho de 2026 na Igreja Reformada de Campinas. campinas.igrejareformada.org ARTIGO 14 — A criação e queda do homem e a sua incapacidade de realizar o que seja verdadeiramente bom Cremos que Deus criou o homem do pó da terra, e o fez e o formou à sua imagem e semelhança: bom, justo e santo. A sua vontade ajustava-se à vontade de Deus em tudo. Mas, quando o homem estava naquele estado sublime, ele não o compreendeu nem reconheceu a sua posição excelente, mas deu ouvido às palavras do diabo e sujeitou-se por livre vontade ao pecado e, consequentemente, à morte e à maldição. Porque transgrediu o mandamento de vida que recebera, por seu pecado ele se apartou de Deus, que era a sua vida verdadeira, corrompeu toda a sua natureza, tornando-se, pois, merecedor da morte física e espiritual. Havendo o homem se tornado ímpio e perverso, corrupto em todas as suas práticas, perdeu todos os dons excelentes que havia recebido de Deus. Nada lhe restou disso, senão uns poucos vestígios, suficientes para torná-lo indesculpável. Logo, qualquer luz que havia em nós transformou-se em trevas, como nos ensina a Escritura: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5). Aqui o apóstolo João chama a natureza humana de “trevas”. Rejeitamos, portanto, todo ensinamento sobre o livre-arbítrio que seja contrário a isso, porque o homem não passa de escravo do pecado (Jo 8.34), e ninguém “pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (Jo 3.27). Pois quem é que ousa vangloriar-se de poder por si mesmo fazer algum bem, quando Cristo afirma que: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer”? (Jo 6.44). Quem se gloriará da sua vontade própria, depois de compreender que “o pendor da carne é inimizade contra Deus”? (Rm 8.7). Quem pode falar do seu entendimento, quando “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus”? (1Co 2.14). Em resumo, quem é que ousa reivindicar, seja o que for, quando entende que “não somos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós mesmos, mas que a nossa capacidade vem de Deus”? (2Co 3.5). Por isso, aquilo que o apóstolo diz deve justamente permanecer certo e firme: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). Pois, não há compreensão nem conformidade com o entendimento e a vontade de Deus, se Cristo não o efetuar em nós, segundo ele nos ensina: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).