
Cenários de desespero com pessoas a chegar em barcos de borracha e a fugir de guerras parecem distantes, mas há quem os tenha vivido e esteja bem perto de nós. Esmaeil Ajjan é exemplo disso. Aos 18 anos separou-se da sua família, interrompeu os estudos, fugiu da sua terra natal, Aleppo, na Síria e acabou por viver em dois campos de refugiados, o de Lesbos e o de Atenas. As dificuldades, como podem imaginar, eram muitas, mas a vontade de se abstrair e aprender era maior e por isso passava grande parte do seu tempo em aulas de grego e inglês. Em 2017 consegue finalmente transitar para Portugal e muda-se para Guimarães e com a ajuda do projeto Guimarães Acolhe, uma organização que ajuda refugiados, consegue uma rotina entre casa e trabalho. Hoje, com 5 anos de vivência em portugal, visita tudo quanto é sítio ao longo do país, mas é Guimarães que o apaixona. O seu único desejo é reencontrar a família.