
Durante séculos, dizer "até que a morte nos separe" significava, na prática, compartilhar uma parte relativamente curta da vida. Hoje, com a expectativa de vida próxima dos 80 anos, uma união pode atravessar cinco ou seis décadas. Nesse cenário, surge uma pergunta inevitável: será que o modelo de casamento que herdamos acompanha a forma como vivemos hoje? A história da supermodelo Paulina Porizkova, que voltou a se casar aos 61 anos após reconstruir a própria vida e encontrar um novo companheiro por meio de um aplicativo de relacionamentos, representa essa transformação. Ao mesmo tempo em que os divórcios aumentam, cresce também a possibilidade de recomeçar. Mas isso significa que estamos menos comprometidos ou apenas mais livres para escolher permanecer ou partir quando uma relação deixa de fazer sentido? O programa conversa com a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins sobre a forma como a longevidade transformou os relacionamentos, por que as pessoas mudam ao longo da vida e se ainda faz sentido esperar que um casamento permaneça igual por 50 ou 60 anos. Siga também o Interessa no Instagram (https://www.instagram.com/programainteressa/) e no TikTok (https://www.tiktok.com/@interessa.otempo).