
A revelação recente do jornalista Pedro Bial, diagnosticado com enfisema pulmonar aos 68 anos devido aos tempos em que era "fumante bravo" - apesar de estar há 18 anos completamente longe do vício -, é, verdadeiramente, assustadora. O caso do apresentador traz à tona uma realidade dolorosa, mas necessária: a fumaça do cigarro causa lesões cumulativas e irreversíveis na estrutura dos pulmões, cujos sintomas graves podem se manifestar décadas após a interrupção do hábito. O enfisema, inclusive, é a pauta central do Interessa - apresentado por Renata Zacaroni, com bancada formada pelas jornalistas Renata Nunes e Lorena Martins - nesta segunda (26). O programa recebe o Dr. Bruno Horta Andrade, coordenador do serviço de pneumologia da Rede Mater Dei, para analisar os aspectos clínicos da doença e o preocupante fenômeno comportamental do "fumo cool". Siga O TEMPO no Google e receba as principais notícias O fumo como "acessório de moda" e o aumento entre jovens Em uma contradição gritante com a busca moderna por bem-estar e saúde mental, o cigarro vem passando por um perigoso resgate estético impulsionado pela moda, por celebridades e por influenciadores em plataformas digitais. Hashtags como #cigarettegirl transformaram o vício em um fetiche visual associado à rebeldia e ao estilo, contribuindo para reverter anos de queda nos índices globais de tabagismo. Nossas meninas também tratam disso no debate de hoje. Sinais silenciosos e o diagnóstico precoce O enfisema pulmonar é uma das formas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e costuma dar sinais graduais que são frequentemente ignorados. Falta de ar ao realizar pequenos esforços, cansaço progressivo e tosse crônica costumam ser confundidos com asma, bronquite ou simples perda de condicionamento físico decorrente da idade. O diagnóstico transparente de figuras públicas como Pedro Bial cumpre um papel pedagógico fundamental ao desmascarar a fantasia estética do cigarro e lembrar o verdadeiro custo do vício para o corpo humano ACOMPANHE! Assista à transmissão ao vivo e aos recortes do debate nos canais oficiais do O TEMPO e do O TEMPO LIVRE no YouTube, além do Instagram (@programainteressa) e do TikTok (@interessa.otempo).