
Com a recente sanção presidencial que encerrou a chamada "taxa das blusinhas", consumidores celebraram o fim da cobrança federal de 20% sobre compras internacionais abaixo de US$ 50 (cerca de R$ 255), restando apenas a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS estadual, além da isenção do imposto para medicamentos importados de doenças raras sem similar nacional. A medida gerou forte divisão governamental e resistência do varejo, visto que entidades do setor argumentaram que a lei ameaça a competitividade da indústria nacional, enquanto defensores apontaram que a taxa penalizava famílias de menor renda. Para monitorar eventuais danos, a legislação estabelece avaliações periódicas nos setores têxtil, de calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos, abrindo espaço para futuras medidas de contenção caso o mercado interno seja severamente afetado. O que de fato muda para o comércio e o consumidor? Para conversar sobre o tema, recebemos Marcio Guerra, superintendente de economia na Confederação Nacional da Indústria (CNI); e Jason Vieira, economista-chefe da Lev Intelligence. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.