
O termo "pobreza de luxo" tem circulado nas redes sociais para definir um comportamento de consumo ambíguo: a manutenção de um estilo de vida ostensivo, marcado por viagens internacionais, troca constante de smartphones e experiências de alto padrão, financiado por crédito e parcelamentos, muitas vezes coexistindo com dificuldades para arcar com despesas básicas, como compras de supermercado, ou a impossibilidade de adquirir a casa própria. Embora não seja um conceito econômico formal, a expressão reflete o abismo entre o consumo de curto prazo e a construção de patrimônio a longo prazo. O que leva o consumo imediato a ganhar força? Para discutir a tendência, convidamos o economista Everton Freire; e Kauê Lopes dos Santos, geógrafo, doutor em geografia humana, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); autor do livro "Parcelado: dinâmicas de consumo na periferia". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.