
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o triênio de 2026 a 2028, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano, dos quais aproximadamente 78.610 corresponderiam ao câncer de mama — equivalente a 10% de todos os diagnósticos oncológicos previstos no país. Embora a doença seja amplamente associada ao público feminino, um levantamento da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) identificou mais de 163 mil registros da patologia entre 2020 e 2023, sendo 2.126 em homens, evidenciando uma realidade pouco conhecida. O grande obstáculo reside no estadiamento, indicador da extensão do tumor, que revela uma alarmante predominância de diagnósticos tardios em ambos os sexos, com 62,29% dos homens e 61,57% das mulheres descobrindo a condição nos estágios avançados III e IV. Para discutir o quadro geral dos diagnósticos e a importância dos exames, recebemos Nilceana Maya Aires Freitas, radio-oncologista e secretária-geral da Diretoria da SBRT; e João Ricardo Auler Paloschi, mastologista e um dos diretores da Sociedade Brasileira de Mastologia em São Paulo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.