
A indústria automotiva brasileira pisou no acelerador no primeiro quadrimestre de 2026. Impulsionada por resultados que superaram as expectativas mais otimistas do setor, a produção nacional de veículos registrou uma alta de 4,9% entre janeiro e abril, consolidando o retorno definitivo aos patamares de atividade anteriores à pandemia de COVID-19, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Apesar do cenário de celebração, o setor avança com o sinal de alerta ligado em duas frentes externas. A primeira delas é a crise de semicondutores e chips eletrônicos; embora menos severa que nos anos anteriores, a instabilidade na cadeia global de suprimentos continua exigindo atenção redobrada da engenharia logística. A segunda é o mercado de exportações. Embora os embarques tenham ensaiado reações pontuais, o saldo acumulado das vendas para o exterior ainda é amargo, penalizado diretamente pelo prolongado desaquecimento econômico da Argentina, historicamente o principal parceiro comercial das montadoras instaladas no Brasil. Para conversar sobre a importância da indústria automobilística nacional, recebemos Antonio Jorge Martins, economista e professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), coordenador acadêmico nos cursos da área automotiva da universidade; e Thiago Sugahara, integrante do conselho diretor e diretor do Grupo de Trabalho de Veículos Leves da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.