
Está cega e não me ouve; está surda e não vê; suas palavras, como soam severas Ela fala, sou todo ouvidos; eu falo, ela é todos ecos da própria voz Não sei se ela é o meu amor ou meu algoz, um colo acalentador ou uma armadilha atroz, uma mulher que me acaricia ou que me arranha feroz Tem dias que eu desejo ser imune, nunca mais amar, pois o amor é uma fábrica de traumas é uma emoção que nos faz idiotas e nos pune soterrando as nossas almas, e nos sufocando até não termos mais ar