
Sentado no cais da Lagoa, à frente, uma estátua, às minhas costas, a Cruz de Malta, pela primeira vez meditei de olhos abertos, pois me recusei a fechar as pálpebras diante de tanta beleza, o ar era mais puro, o vento mais brisa, o céu mais azul, as folhas mais verdes, e nada disso é exagero, pois nada era ficção Naquele dia na Lagoa, venci todos os meus medos, embebido de toda coragem e de toda pureza, virei um novo homem, andei até a beirada, sorri espontaneamente e proclamei: “Cidade Maravilhosa, abro os meus braços para ti, serás minha e juntos venceremos