
Hoje vamos estudar Noite na taverna, marco do romantismo brasileiro em sua segunda geração (a chamada geração "ultrarromântica", "romantismo noir"/"romantismo negro", "romantismo gótico"). Livro que gera estranhamento pela forma e pelo conteúdo (povoado por seres de exceção e figuras excêntricas, marcadas por uma fascinação pela morte e pelo mal), sua importância deve ser apontada no sentido de ser uma contribuição importante para a solidificação da estética romântica entre nós e um esforço significativo em busca da aquisição do dado psicológico na obra de arte literária. Entre as dicas que dou ao longo do podcast, ressalto duas. A primeira é o ensaio de Mário de Andrade sobre a representação da mulher em Álvares de Azevedo, intitulado "Amor e medo", que pode ser encontrado no volume Aspectos da literatura brasileira. Além de poeta, romancista, contista e cronista, Mário de Andrade também exerceu as críticas literária e musical durante vários anos, em jornais do Rio e de São Paulo. A segunda referência diz respeito ao livro Aquela que eles chamavam fatal, de Mireille Dottin-Orsini, que trata das representações do corpo feminino pela ciência e pela literatura da segunda metade do século XIX.