
Ouvi dizer que é monstruosamente cruel a forma como ensinam ursos no circo a dançar. Ele é preso a uma coleira em cima de uma chapa de metal, então colocam música enquanto esquentam a chapa, o urso então pula pois tem os pés queimados. Depois de um tempo não é mais preciso a chapa. Toda vez que o urso ouve a música ele sapateia. Essa imagem descreve minha culpa. Na minha infância depois de ouvir tantos gritos, desavenças, brigas e críticas, fiquei condicionado a sentir culpa em qualquer ambiente hostil, ainda que não tivesse nada a ver comigo. A culpa me deixava paralisado e assustado e sem saber o que fazer. Tive a grande bênção de encontrar um programa de 12 passos para começar a perceber o que era minha responsabilidade. E o que não era. O passo 1 foi meu despertar. O passo1 me faz olhar sem medo para mim mesmo e me aceitar e me perdoar. Com essa energia objetiva e livre de medo pude retomar o controle de minhas emoções e minhas atitudes. Deixei de reagir a instintos e condicionamentos passados e comecei a ver minha realidade de frente, com coragem e com a ajuda de pessoas mais maduras espiritualmente. Esses amigos queridos me confortaram e me deram novas perspectivas de que tudo em mim poderia ser modificado. Também me ensinaram a ter serenidade com tudo o que não posso modificar. Não posso mudar as pessoas, não tenho controle sobre lugares e coisas. Mas tenho total controle e liberdade sobre minhas escolhas. E sobre mim mesmo. Eu vivia numa falsa prisão de medo vergonha e culpa. Mas a culpa era a principal destruidora de minha autoestima. Hoje quando sou tentado a sentir culpa, me conecto imediatamente com meu Poder Superior e entrego toda essa negatividade para que seja removida imediatamente do meu ser. Um lema muito útil para me livrar da manipulação da culpa que se ouve bastante nas reuniões é: ”... Não vou fazer isso, não quero fazer isso, e você não pode me obrigar”. Meditação para o dia: Quando estiver tentado a recair no condicionamento da culpa, lembrarei que sou adulto e capitão da minha alma. Estou em paz e não tenho poder sobre os outros. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Tuco Silva Produção - Marta Lima © Videobes 2016