
A felicidade se define diferente para cada um. Na infância a felicidade para mim era a alegria do prazer. Depois na adolescência eu passei a adiar meus momentos de alegria a um futuro condicional: quando eu fosse adulto, quando me formasse, quando casasse. Então fiquei adulto me formei e me casei e vivia em permanente angústia e achava que não era feliz. Assim fui adiando minha felicidade para conquistas e sucessos imaginários. Quando eu fosse importante, reconhecido, rico, uma celebridade. Hoje percebo que eu apenas racionalizava minha infelicidade e justificava que só seria feliz se essas coisas acontecessem. Assim podia levar minha vida de miséria e não precisava fazer nada pra me modificar porque provavelmente minha realidade da época jamais iria mudar e eu seria sempre infeliz. E sendo infeliz eu podia acabar com minha vida. Ela não valia grande coisa mesmo. Em reuniões voltei a ouvir o antigo conceito Disney de que a felicidade está dentro do coração. Achava que não era possível ser feliz com minha realidade pobre. E embora eu tivesse tido o casamento perfeito a casa perfeita e o bebê perfeitos, eu me sentia horrivelmente infeliz. Embora eu tivesse tido grandes sucessos e atingido várias das minhas metas, ainda assim eu não conseguia o prazer de me sentir feliz. Sempre tinha um problema urgente, um incêndio a ser apagado, uma briga, um drama e uma tragédia. Era impossível encontrar felicidade dentro do meu coração com aquela realidade faltando tanta coisa que eu queria e não conseguia ter. Numa certa reunião alguém compartilhou um conceito novo pra mim de felicidade. Um paralelo entre o conceito de felicidade e sucesso que pra mim se misturavam. “Felicidade é aceitar tudo o que tenho, e sucesso é ter tudo o que desejo.” Descobri que pra ser feliz não precisava ter nada além do que já tinha. Era só ser grato por tudo o que eu já tinha. Nesse dia fiz minha primeira lista de gratidão. Meditação para o dia: Só por hoje, vou me reconciliar com minha realidade e revisitar minha lista de tudo o que já tenho para agradecer a Deus. E serei grato. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017