
Ainda lembro bem das confusões de família. Das brigas, da violência, dos gritos, do clima de ódio, raiva e ressentimento. Queria tanto que aquilo acabasse. Mas não tinha esse poder. Não tenho esse poder. Jamais terei poder sobre o desejo de outrem. Queria tanto poder mudar os outros. Chantagem e manipulação funcionam por um tempo, até que não funcionam mais. Não tenho poder de resgatar qualquer pessoa. A não ser que ela queira. Então a única coisa que me resta é mudar a mim mesmo. Ser o capitão de minha própria alma e fazer as escolhas que são boas para mim. Eu não mereço um ambiente conturbado. Posso sair dele a hora que eu quiser. No meu caso, levei décadas para me afastar de gritaria e construir uma vida sadia e um ambiente harmonioso, alegre e próspero. Consegui me reconciliar com o desligamento emocional através da Tradição 11, que diz que nossos grupos levam a mensagem pela atração e não pela promoção. Eu queria promover bem estar, mas finalmente compreendi que só posso trabalhar na minha vida e gerar um bom exemplo e é possível que isso desperte o desejo de outros também terem uma vida sadia. Por isso os passos estão escritos no tempo pretérito, porque eles são a resposta para a pergunta: “O que vocês fizeram para ter uma vida boa?” No Passo 3, nós entregamos nossa vida e nossa vontade aos cuidados de Deus. Investigando a nós mesmos, vamos descobrindo se precisamos cortar o rabo do peixe; ou não. Meditação para o dia: Hoje vou ignorar os maus exemplos que conheci, não preciso repetir o que não deu certo, e vou descobrir novos caminhos pra me comportar, pra resolver problemas contando com a ajuda de Deus. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017