
Lembro ainda hoje quando nos primeiros tempos de recuperação me sugeriram que eu dissesse não para qualquer pedido que eu considerasse abusivo. Eu protestei e disse que jamais poderia dizer não para minha mãe sem sofrer consequências terríveis! Então chegou o dia. Minha mãe me fez um pedido abusivo e eu disse não! Ela fez o teatro de sempre acreditando que eu mudaria de ideia e quando percebeu que suas manipulações falhavam começou com as lágrimas, mas me mantive firme. Ela conseguiu fazer com que eu me sentisse culpado. Mas pela primeira vez na minha vida; só por dez minutos! Hoje, mais maduro e consciente de que sou uma pessoa boa, vejo a quilômetros quando algo não é bom pra mim. Nas reuniões aprendi várias técnicas de assertividade e sei me portar com equilíbrio suficiente para impedir quem quer que seja de me causar qualquer dano ou prejuízo. Deixei de ser controlado pelo medo e pela culpa. Minha orientação hoje é para o que é bom certo e sadio para mim. A culpa perdeu toda sua utilidade na minha vida. Meditação para o dia: Eu me conheço e sei o que é bom pra mim. Ergo minha cerca e sou capaz de me proteger, de me defender, de cuidar de mim. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Tuco Silva Produção - Marta Lima © Videobes 2016