
A pior coisa que descobri sobre meus sentimentos foi que alguns deles que eu não conseguia reprimir; eu justificava. A raiva justificada é um veneno para o adicto. Se o vício for controlar os outros; a raiva justificada pode durar anos corroendo sem ser detectada. Eu sentia raiva porque os outros se comportavam mal e tinha me incumbido de consertá-los. Mas inventariando o que sentia quando se portavam mal comigo era muita raiva. Tenho direito de sentir raiva se me atacam. Mas descobri formas inteligentes de lidar com a minha raiva e impedir que ela me transformasse num escravo das ações do outro. Parei de disfarçar meus sentimentos justificando que tinha direito a senti-los. Sim tenho direito de sentir qualquer coisa, mas quando descobri que podia controlar minhas emoções e não mais só reagir ao que sentia, me tornei emocionalmente inteligente um tempo depois comecei a direcionar minha vida para emoções e sentimentos agradáveis e produtivos. Parei de investir meu tempo e energia em pensamentos de vingança e ressentimento. Nas reuniões dizemos que permitimos pessoas morarem em nossa mente sem pagar aluguel. Hoje, com meus inventários eu estou sempre limpando minha mente, impedindo que pessoas despreparadas se relacionem comigo e me façam cativas de suas manipulações. O inventário me dá a condição de fazer escolhas. E minha escolha primeira sempre é estar conectado a meu Poder Superior para me guiar, me dar a resposta certa, e a escolha inteligente. Hoje sinto um permanente bem estar comigo mesmo. Tenho boa autoestima e cuido bem de mim em primeiro lugar. Os fatos da vida vão se desenrolando e não tenho controle sobre pessoas, lugares ou coisas; sempre vou ter que lidar com minhas emoções e sentimentos. Mas hoje observo o que sinto. E escolho o que fazer. Meditação para o dia: Estou em contato com o que sinto. Sei os nomes do que sinto. Escolho o que fazer. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017