
A história que segue, é contada pelo outro lado da história do dia 26 de março. É a história contada pelo amigo que emprestou o violão ao rapaz. E conta o seguinte: “Quando ele emprestou o violão recomendou que fosse devolvido em uma semana; porque era seu violão favorito. Seu pai havia tocado nele a vida toda e pouco antes de falecer dera-lhe de presente por ser um instrumento muito valioso e muito bom de tocar. Quando o amigo percebeu que já tinha se passado 2 semanas e nada de devolução, procurou o rapaz, que já havia trocado de endereço, e não respondia ao telefone. Os outros conhecidos também tinham perdido o contato e ele deu seu violão por perdido. Sentiu muita raiva e pensou em processá-lo, obrigá-lo a devolver por ordem de um juiz e ainda cobrar danos morais. Ou dar uma surra nele, e teve todo o tipo de sentimento negativo até sentir que devia fazer um inventário daquela ira toda que o arrastava para um estado sombrio que ele não queria mais ficar. Ao pôr na balança o precioso instrumento de um lado e o traidor do outro, começou a lembrar da alegria dos tempos de amizade e o quanto tinham vivido aventuras e como gostavam um do outro e o quanto ele sentia saudade da intimidade e identificação entre eles. E de repente aquele pedaço de madeira com seis cordas perdeu sua importância comparado com vazio que a falta da amizade havia deixado. Então ele começou a perdoar o rapaz e orar por ele para que ele tivesse boa sorte e que fizesse bom uso de tão especial instrumento. Ele se sentiu livre de toda aquela ira e sentiu uma sensação de paz e serenidade porque tinha compreendido que não tinha poder sobre as escolhas do outro. E continuou a ter bons pensamentos e boas lembranças. Sentiu pena por acreditar que uma amizade tão bacana que tinha acabado por tão pouco, até ouvir baterem na porta... Era o rapaz trazendo o vilão de volta.” Os fatos da vida sempre têm diversas perspectivas. Depende de onde olhamos. Essas duas histórias me ensinaram a ter perspectivas diferentes sobre minhas histórias. Pedindo a Deus que remova minha ira, tenho a capacidade de fazer escolhas sadias, recebo a bênção de poder perdoar. E com isso quebro correntes e mudo meu futuro. Meditação para o dia: Vou me dedicar a entregar minhas histórias ao olhar de Deus, e ter minhas iras removidas, sentir paz; perdoar; e orar por aqueles que me magoaram. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017