
Lembro que fazíamos muitos passeios em família quando eu era criança. Às vezes saíamos de manhã empolgados e no carro íamos cantando e eu gostava muito de ser um elo daquela família alegre. Mas isso sempre só durava até perto do almoço quando os adultos começavam a beber, com exceção da minha mãe que era viciada em anfetaminas e vivia zangada e irritada o tempo todo. E logo eu percebia que aquela corrente não iria me conduzir a um futuro sadio. Assim que começava a gritaria e as acusações ressentidas, eu ficava muito confuso com o conceito de família. E quando adulto repeti tudo o que conhecia. Escolhi uma pessoa tão confusa quanto eu e com o mesmo modelo de família que eu tinha. Dessa forma estávamos fadados ao fracasso. O que aconteceu muito mais meteoricamente do que com nossos pais. Durante meu primeiro casamento fui convidado várias vezes pra conhecer o programa de 12 passos. Mas eu achava que era mais inteligente do que aqueles elos todos; e me divorciei achando que estaria rompendo com a corrente. Mas ao me recusar modificar meu próprio elo, verifiquei que ele só servia em correntes problemáticas. E assim minha vida ia se repetindo até que eu me desse conta que tinha que me modificar se eu quisesse pertencer a uma corrente do bem. Não sabia como me modificar, então fiz muitas preces sinceras a Deus; para que eu conseguisse entregar minha vida e minha vontade. E lentamente fui me desligando com amor de tudo o que me fazia mal e fui construindo posturas assertivas e comportamentos que me conduziam à vida sadia equilibrada e serena que eu almejava. E um dia; aconteceu. Percebi que havia rompido com o passado doloroso e estava livre para ser o que eu queria ser, fazer o que eu queria fazer. Meditação para o dia: Fica mais fácil romper com o passado quando me concentro em viver o hoje, praticando o Passo 3. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017