
Assim que comecei a frequentar as reuniões, e aprender tanta coisa nova, minha vida começou a ficar calma; pacífica e serena. Foi uma sensação de ter descoberto uma forma nova de me comportar. Uma forma que me protegia de todas as situações que me machucavam. E por isso foi muito fácil abandonar os vícios. Eu acreditava no início que nunca mais me sentiria fracassado e deprimido. Mas me render de tentar controlar o vício foi apenas a ponta do iceberg. O tempo foi passando e iam surgindo desafios severos pra que eu resolvesse. E como fazer isso sem manipular e controlar e me gastar com a preocupação com as coisas que eu agora sabia que não podia controlar? Então percebi que a vida é assim mesmo. Uma série de rendições. Fui trabalhando minha fé em Deus, que era pouca, mas meus companheiros me asseguraram que ter fé que um poder superior a mim pode tudo o que eu não posso, era o antídoto contra o medo. Me ensinaram a fazer a pergunta: Se eu não posso resolver isso, quem pode? A resposta é bem individual: Você pode conceber um poder superior, e nutrir a crença de que esse poder superior a você vai te dar todas as condições pra resolver qualquer situação. E se render a esse poder, que passa a ser só seu. A todo o momento que dele você precisar, invoque esse poder, você vai relaxar e portas vão se abrir. No início eu precisei repetir várias vezes a oração da serenidade, porque meu primeiro problema era saber quais coisas eu podia mudar e quais coisas eu tentava mudar inutilmente. Meditação para o dia: Só por hoje, passarei uma hora em tranquilidade, escrevendo meus inventários e melhorando minha ligação com Deus para poder usufruir da rendição. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Tuco Silva Produção - Marta Lima © Videobes 2017