
Foi importante pra mim escrever meu inventário pela primeira vez e conversar sobre ele com a pessoa de minha confiança. A certa altura eu comecei a chorar. E chorava à toa nos dias que se seguiram. Era como se eu estivesse chorando por todas aquelas tristezas que nunca tive permissão pra chorar. Ou sequer consciência de que deviam ser choradas. E comecei a sentir um profundo bem estar físico e emocional. Me sentia equilibrado e tinha paciência e tolerância com as pequenas frustrações que apareciam. Estava me aceitando integralmente. Hoje se cometo um erro; inventario e reparo. Quando sinto raiva faço minhas orações. Se sou humilhado; oro pela pessoa que me prejudicou. Quando sinto a depressão da inveja me agarro com minha lista de bênçãos para agradecer a Deus; reafirmo minha fé de que o universo há ter uma solução para o que me falta, sem que eu precise prejudicar, roubar, enganar. Ou somente me entrego e deixo que Deus tome conta de todos os meus assuntos mesmo que eles contrariem a moral e os bons costumes. Consigo fazer essas coisas porque hoje sou fiel primeiramente a mim mesmo. Aceito meu lado sombrio e confuso, porque hoje sou capaz de lidar com minha escuridão sem que ela prejudique a quem quer que seja. Na maior parte do tempo estou consciente de meus sentimentos e isso me faz forte o bastante para dominar minhas emoções destrutivas. Acabaram os sentimentos de vingança. Hoje pratico o perdão. Acabaram os medos de ser rejeitado ou inadequado. Se for rejeitado; seguirei me avaliando e cuidando bem de mim mesmo e serei adulto para compreender e perdoar o medo de quem me rejeitou. Meditação para o dia: Hoje, tudo o que me acontece é inventariado e avaliado, muitas vezes discutido com pessoas íntimas; pessoas que não vão me reprovar; criticar, me endireitar. Só vão me ouvir; me apoiar, me compreender e me aceitar. E minha fé em Deus prospera. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017