
É muito importante sabermos que renunciar não nos torna bobos ou passivos ou objetos de abuso. Essa diferença é fundamental. Sobretudo porque vivemos num mundo onde a ganância por poder é uma obsessão de inúmeras mentes e almas adoecidas. Posso dizer por experiência porque eu fazia parte desse grupo de adoecidos da alma. Mas quanto mais poder eu conseguia, mais dor e sofrimento experimentava. Até estudar e compreender o mundo espiritual que existe paralelo a tudo o que é material. Através dele consigo visualizar onde termina o zelo e começa a ganância. Reconhecer minhas limitações a princípio, me parecia um ato de extrema fraqueza. T oda a minha vida eu almejava ser o durão que podia beber tudo o que quisesse e muito mais do que todo mundo, ou usar drogas todas elas sem perder o controle, ou ser mais rico do que todo mundo pra poder obrigar as pessoas a fazer o que eu desejava, fosse apropriado ou não. E de repente me sugeriam pra abandonar esses desejos de poder e renunciar a sonhos de grandeza que eu cultivava a vida toda. E me declarar sem poder. Fui abrindo mão lentamente, e uma liberdade começou a tomar conta de mim e essa liberdade me fortaleceu com um poder que eu sequer conhecia para ambicionar. A liberdade da rendição. E minha vida foi ficando leve. Livre do medo que alguém descobrisse minhas fraquezas. Livre do constante pânico de ter que esconder que eu não tinha controle sobre tudo e todos. Livre da vergonha de continuar tapando o sol com a peneira. Meditação para o dia: Agradeço todos os dias ter sido libertado e viver segurando na mão de Deus, que me conduz em segurança, em todos os meus assuntos, dos pequenos aos demasiados. Me rendi da vida de ateu hipócrita todo poderoso e encontrei um poder muito Maior. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Tuco Silva Produção - Marta Lima © Videobes 2017