
Eu sentia um nervoso sem explicação e sempre acreditei que era falta de dinheiro. Eu pensava que se tivesse mais dinheiro, estaria seguro, e poderia satisfazer minhas necessidades materiais, que eram muitas. Verdade. Arregacei as mangas e depois de sóbrio me dediquei ao meu primeiro negócio. Com uma sócia comprei uma escola, e em pouco tempo, tive muito dinheiro e muita prosperidade. Passaram 4 anos e eu já estava comprando eu próprio prédio. Mas o nervosismo não passava. Sempre tinha um incêndio pra apagar. Conversando com outros na reunião, eles chamavam esse nervoso de vazio. Alguns mais experientes declararam que não importava a quantidade de atividades agradáveis ou de quanto sucesso e prestígio atingiam, não conseguiam preencher essa sensação de que sempre faltava algo. Era uma dor sem doer. Um desconforto que eu sentia como um nervoso. E que esse vazio só poderia ser preenchido com a energia espiritual. Por ser de natureza espiritual, essa ânsia era um contato mais verdadeiro com o Poder Superior. Ao me relacionar melhor com o deus que eu concebi, fui me relacionando melhor com outros seres humanos. Demorou muito. Primeiro me dedicava só à bem poucos que eu achava que mereciam. Mas com o tempo e maturidade; e meu esforço de manter contato com o Poder Superior que concebi; foi me rendendo uma plenitude e uma grande satisfação, mesmo que eu não tenha virado um milionário. Temos necessidades espirituais que não fomos ensinados a preencher. Essas necessidades precisam de um plano para serem satisfeitas, da mesma forma como temos um plano para nossas aquisições materiais. Um bom plano começa com o passo1. Meditação para o dia: O mundo material é importante, mas é só a metade. É importante termos condições materiais de comprar comida, mas a outra metade é termos apetite. Compramos a cama, mas não o sono; o sexo, mas não o amor; o reconhecimento, mas não a amizade. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Tuco Silva Produção - Marta Lima © Videobes 2016