
Outro vício que fazia escravo e eu não conseguia perceber era o vício da aprovação. Os exageros que eu cometia para ser apreciado eram tantos, que eu perdi a noção do que era importante para mim, e vivia em função de agradar aos outros. Me endividava pra receber agradecimento e reconhecimentos. Queria que todos pensassem bem de mim e o quanto eu era magnânimo. Eu mentia a meu respeito e apresentava uma falsa imagem de mim mesmo. Me comportava como se eu pudesse resolver tudo e tivesse grande inteligência; grande habilidade, e grandes poderes. Em meus delírios de grandeza eu arruinava minha saúde trabalhando em excesso, e me sujeitava a abusos e ao estresse só para agradar aos outros. Negligenciava minhas necessidades básicas; mas para agradar aos outros meu poder era infinito. E dessa forma eu transferia para outrem o controle de minha vida; comprometendo minha integridade e minha saúde. Tentava desesperadamente conseguir a aprovação de meus pais e fazer com que eles me achassem o máximo; que me dessem a atenção e glória que eu achava que merecia. Minha recuperação começou a fazer efeito quando comecei a ser honesto comigo mesmo e me declarar como limitado que sou. Quando comecei a olhar para mim mesmo e compreender que eu podia preencher minhas necessidades e ser gentil comigo mesmo. Com a sabedoria que me foi conferida pela oração da serenidade comecei a perceber o que devia ser separado de quê. Honestidade para perceber quais coisas eu fazia para cuidar bem de mim mesmo e quais coisas eu fazia só para inflar meu ego. Hoje tenho esse discernimento e estudo bem minhas atitudes antes de agir. Se faço algo com moderação e genuína vontade de retidão ou se ultrapasso meus limites apenas para parecer bem na foto. Hoje identifico a astúcia de ser manipulado por parentes e quem quer que seja. E a despeito de seus dramas teatrais, sou autêntico em meus propósitos e atitudes. Meditação para o dia: Só por hoje posso dispensar os vícios. Sou capaz de me dar amor e aprovação. Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017