
Eu era o típico teimoso profissional. O super do contra. Odiava desde criança que me dissessem o que fazer. Odiava quando queriam mandar em mim. Se me diziam que era melhor ir pra direita eu certamente iria pra esquerda. Era o rebelde sem causa. E se houvesse um governo, eu era contra. Desprezei muitos bons e sábios conselhos. Na maioria das vezes eles teriam sido o melhor pra mim e eu sabia disso, mas eu estava sempre pronto pra jogar contra mim mesmo se tivesse sido aconselhado por alguém a jogar a meu favor. Minha mente estava fechada. Em recuperação ninguém te diz o que fazer. Os passos estão aí e você vai ouvindo como as pessoas fizeram pra praticá-los. Se você quiser copiar essas práticas, você é livre para isso. Foi um alívio estar num meio onde não havia nenhuma cartilha pra rezar. Com o tempo fui trabalhando aceitação e tolerância e minha mente foi se abrindo. Um dia minha madrinha me disse que era válido eu considerar que existem alguns conselhos que coincidem com o que a gente já sabia que era o melhor pra gente. E isso é só uma coincidência. Não preciso necessariamente estar seguindo um conselho ou alguma ordem. Porque eu já sabia que aquilo era o melhor pra mim. E por que eu não escolheria o que é melhor pra mim? O gostinho de contrariar uma pessoa que queria o meu bem já não tinha mais tanto sabor àquela altura. Então comecei a cultivar a mente aberta antes de rejeitar de cara tudo o que ouvia. E minha vida começou um processo crescente de novas descobertas e novas experiências. A cada dia mais coisas vantajosas vão sendo reveladas. Ouvir antes de rejeitar expandiu meus horizontes. Hoje tenho necessidade de falar menos e ouvir mais. De mente aberta. E minha consciência vai expandindo a presença de Deus em todas as minhas atividades. Meditação para o dia: Coisas inusitadamente boas me acontecem porque estou aberto aos cuidados de Deus! Texto - S. B Quevedo do livro "Um dia de cada vez todos os dias" Narração - Christian Simon Edição - Antônio Leal Produção - Marta Lima © Videobes 2017