
Olá pessoal, sejam bem vindos mais uma vez ao nosso Podcast Enfermeirando. No episódio de hoje falarei brevemente sobre um exame bastante usado na área da saúde, o ECG. Mas que exame é esse? Então, vamos lá que já explico para vocês. O ECG (Eletrocardiograma) é o registro gráfico da atividade elétrica do coração. o Eletrocardiograma (ECG) se popularizou com exame de baixo custo, não invasivo, amplamente disponível, de rápida e fácil execução. Permanece ainda como um dos principais exames complementares na prática clínica diária, com elevada sensibilidade para o diagnóstico de diversas doenças tanto no ambiente ambulatorial como em unidades de urgência e emergência. Mas antes vamos falar brevemente sobre anatomia e fisiologia do coração. Sabemos que o coração é responsável pela circulação sanguínea onde é dividido em átrios e ventrículos direito e esquerdo, para que o músculo contraia na tentativa de levar o sangue para o corpo todo é necessário do impulso elétrico que é recebido inicialmente pelo átrio direito pelo nó sinoatrial, logo em seguida sendo conduzido para o nó sinoatrial que conduz para o feixe de HIS que subdivide em 2 ramos e conduz o impulso para as fibras de purkinge que espalha para todo coração. Com o ECG podemos saber se esse impulso elétrico que o coração faz para contrair o músculo está adequado ou não através das ondas P,Q, R, S, T. O que cada uma quer dizer? Onda P: Átrio despolarizando. Complexo QRS: Ventriculo despolarizando e T: Repolarização Agora Voltando ao eletrocardiograma... Ele é composto de 12 derivações consideradas suficientes para explorar a atividade elétrica do miocárdio que é o coração: 6 no plano frontal das extremidades colhidas nos membros; 6 no plano horizontal localizadas no precórdio. Mas o que significa derivações? Derivações representam a ligação de dois eletródios com pólos elétricos diferentes – positivo e negativo – que “olham” o coração de diversos ângulos (de frente, dos lados, de baixo) e captam as diferenças do potencial geradas pelo miocárdio. As 3 derivações bipolares (D1, D2, D3) formam um triângulo eqüilátero que lhe permitiu idealizar uma teoria para deduzir o eixo elétrico do coração. E as derivações unipolares são: aVR, aVL, aVF, V1-V6. Ainda dentro dessas derivações bipolares e unipolares, tem as precordiais e periféricas que são: Derivações precordiais: (v1, v2, v3, v4, v5 e v6) Derivações perfiféricas:(I, II, III, AVR, AVL, AVF) As ondas são ditas positivas quando aparecem acima da linha de base e negativas abaixo desta; são isoelétricas se ocasionam inscrições positivas e negativas com amplitudes iguais. No plano frontal (D1, D2, D3, aVR, aVL e aVF) a morfologia das ondulações modifica-se com a projeção do eixo elétrico sobre cada uma das 6 derivações. No plano horizontal (V1-V6), o complexo QRS negativo em V1 e V2 vai se alterando até se tornar predominantemente positivo no precórdio esquerdo (V5 e V6). Através dessas derivações podemos calcular a velocidade, altura das ondas. Ainda no ECG podemos ver a FC do paciente se ele está com taquicardia, bradicardia ou normocardia. É isso pessoal, hoje trouxe de forma bem resumida o quanto esse exame é necessário e de forma prática como ele é, sugiro que façam leituras bibliográficas sobre o ECG e tirar mais dúvidas sobre esse assunto, vou deixar referencias de alguns materiais de estudo logo abaixo. Espero que tenha ajudado vocês e estou ansiosa para nosso próximo encontro, tchau e bons estudos. REFERÊNCIAS VIEIRA, J. et al. Manual Básico de Eeletrocardiograma. Uberlândia, Minas Gerais.