
A expressão “à imagem de Deus” tem fascinado os intérpretes da Bíblia há séculos. O que é essa imagem na qual os primeiros humanos foram criados? Por exemplo, será que isso significa que Deus Se olhou no espelho e formou Sua nova criatura a fim de que se parecesse com Ele mesmo? Ou significa que, de todas as outras formas de vida, o ser humano é a forma que mais se parece com Deus? Ou ainda se refere a uma similaridade e compatibilidade espiritual e intelectual entre o Criador e Sua criação humana? As Escrituras não dão uma explicação precisa acerca dessa expressão, embora os estudiosos tenham derivado das Escrituras muitas interpretações possíveis. Contudo, podemos ver que, depois do pecado, essa imagem foi alterada, razão pela qual Ellen G. White escreveu que o objetivo da educação é restaurar no homem a imagem de seu Criador (Educação, p. 14-16). Como a educação pode alcançar um objetivo tão extraordinário? Primeiramente, precisamos lembrar que Deus nos criou para ter um relacionamento com Ele, da mesma forma que os pais fazem com seus filhos. Ele nos criou à Sua imagem, assim como os pais humanos têm filhos à imagem deles (Gn 5:1), para que pudesse nos educar como filhos Seus, pertencentes à Sua família; Ele pode Se comunicar e formar um relacionamento duradouro conosco. A imagem de Deus, portanto, é mais uma “imagem mental” que permite que dois seres, um divino e outro humano, tenham um encontro de mentes. É exatamente isso que ocorre na educação, primeiramente em casa entre pais e filhos e depois na escola quando os professores também assumem a obra educacional. Evidentemente, Deus planejou esse processo de educação tão conhecido por nós quando, ao nos distinguir de muitas outras formas de vida, criou-nos à Sua própria imagem – Ele o fez para que pudesse nos ensinar e para que pudéssemos aprender com Ele, até que Sua imagem (Sua mente) fosse refletida na nossa.