
Há algo em nós que gera o desejo de adorar. Sem dúvida, esse anseio foi originalmente formado em nós por Deus, mas, como ocorreu com tudo o mais, esse desejo foi distorcido pelo pecado. Evidentemente, no princípio, devíamos adorar o único Ser digno de adoração, nosso Senhor e Criador. Mas, desde a queda, tudo isso mudou muito. Todos adoramos algo, alguém, qualquer coisa. Isso explica por que, ao longo da história humana, e até hoje, o ser humano pratica a adoração. No Egito antigo, algumas pessoas adoravam o faraó; em outras ocasiões, em outros países, as pessoas adoravam estátuas de peixes, deuses de várias cabeças e outras supostas divindades. Algumas pessoas adoravam o sol, a lua, as estrelas. Hoje, a maioria das pessoas é sofisticada demais para se curvar diante da estátua de uma rã (mas, aparentemente, não de uma estátua de Maria). Porém, isso não significa que o ser humano, mesmo o homem secular, não adore algo: dinheiro, poder, sexo, a si mesmo, estrelas do rock, atores, políticos. O que mais amamos, aquilo em que mais concentramos nossa atenção e pelo que vivemos é o que adoramos. Além disso, advertiu o autor secular David Foster Wallace, se você adorar a coisa errada, ela “o comerá vivo”. Os três jovens judeus levaram o segundo mandamento (Êx 20:4-6) muito a sério, conforme Deus queria que fizessem. Afinal, ele faz parte dos Dez Mandamentos, juntamente com a proibição do assassinato, furto e assim por diante. A adoração apropriada é tão importante que se torna central às questões dos últimos dias, antes da segunda vinda de Cristo. Portanto, a educação cristã precisa incluir a questão da adoração: o que ela é, como adoramos, por que ela é importante e a quem adoramos.