
"Foi sorte ou foi Deus?". Essa é uma das frases de abertura de "O diabo nosso de cada dia". De fato, ela resume as perspectivas apresentadas no filme e faz eco às nossas tendências de reduzir a realidade a uma dualidade simplista de Deus ou sorte, acaso. Poderíamos acrescentar outra: o próprio Diabo. Mas, ao intitular o filme como tal, nos é sugerido que, às vezes, não é Deus, não é sorte, nem mesmo o Diabo, mas o ser humano em sua livre escolha que toma parte nas ações boas e más do nosso mundo. E isso incomoda.